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Produção de Motocicletas em Manaus cai 98% em Abril

Com a maioria das fábricas paralisadas como prevenção à pandemia da covid-19, somente 1.479 unidades saíram das linhas de montagem do Polo de Manaus no mês passado.

covid-19

A indústria brasileira de motocicletas registrou em abril 1.479 unidades produzidas, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo. Este volume representa queda de 98,6% quando comparado a março do presente ano (102.865 unidades).

“A produção do segmento ficou praticamente estagnada em abril, já que 70% das fábricas de motocicletas paralisaram suas atividades produtivas como medida de prevenção e segurança de seus colaboradores diante da pandemia da covid-19”, explica Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Apesar da paralização na produção no mês de abril, no acumulado do primeiro quadrimestre foram fabricadas 297.589 motocicletas, redução de apenas 19 % na comparação com o mesmo período de 2019. Isso mostra que estávamos com um desempenho superior 7,5% no primeiro trimestre.

No início de maio, metade do total de fábricas de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM já haviam voltado a funcionar com adoção de medidas preventivas para a segurança dos colaboradores, tais como medição de temperatura na entrada, alteração do layout produtivo de forma a ampliar o espaço físico entre os trabalhadores, mudanças no sistema de ônibus fretado para assegurar o distanciamento entre os passageiros, fornecimento de máscara de proteção e álcool em gel 70% e outras. Além disso, todas contam com ambulatório médico pronto para prestar qualquer tipo de atendimento aos colaboradores.

Fermanian alerta que devido ao cenário atual as projeções para 2020 do segmento de motocicletas serão revistas. “Não resta dúvida que os resultados do segmento serão impactados pela pandemia da covid-19. Por isso, iniciaremos agora um processo de revisão dos números.”

O presidente da Abraciclo também chama atenção para a situação das fabricantes do segmento, bem como de seus parceiros do varejo, que sentiram fortemente a súbita paralisação das atividades de um modo geral e necessitam do apoio de medidas governamentais que aliviem as dificuldades de caixa das empresas.

Fermanian acrescenta que “o segmento de motocicletas precisa que a interface no varejo volte a funcionar plenamente, considerando-se, obviamente, os cuidados de prevenção necessários como uso de máscaras, distanciamento físico e higienização das mãos com álcool em gel, além da adoção de entregas e serviços específicos com hora marcada”.

Nossa equipe do Portal acredita que os novos hábitos de pedidos por aplicativos de entrega, criados nesse período de quarentena, “fique em casa” , devem permanecer após a Pandemia, pois grande parte das empresas e consumidores teve que quebrar paradigmas e adotar novas formas de venda e compra entrando no mundo digital.

Mais valorizados e reconhecidos como “essenciais”, os profissionais da entrega e motoboys conquistaram um espaço de respeito na logística de vendas e deverão aquecer o mercado de motos, serviços de manutenção e revenda de motopeças. Aliás, nossas pesquisas com distribuidores e lojistas de peças, mostraram uma queda bem menor em suas receitas, em comparação com a economia em geral.

Deus abençoe nossos Heróis, “loucos, cachorros loucos, barulhentos, imprudentes” e destemidos que invadem os corredores de tráfego em nossas grandes cidades.

Temos certeza de que a sociedade irá ver com outros olhos, pelos retrovisores, esses heróis sem capa que arriscam suas vidas para entregar o que precisarmos de forma mais eficiente!

 

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